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ARQUIVO
Acautela o Archivo
da Casa donde não deixarás tirar
papéis originais
quando o puderes por treslado, e não
os deixes tirar
senão para os juntar a uma causa, que
alias se pudesse
perder, ficando inútil o título daí por diante.
"Breve História ou
notícia desta Casa de Mateus (…) para
introdução do meu
filho", escrita por D. José Maria de Sousa.
A preservação do Arquivo da Casa de Mateus foi, desde sempre, uma preocupação da
Família.
Num primeiro momento pela sua dimensão probatória e, consequentemente, pela
inegável importância para a gestão do vasto património acumulado.
Exemplo disso foi o esforço de ordenação e de descrição documental levado a cabo
por D. Luís António de Sousa Botelho Mourão, sexto morgado, baseada nos
princípios racionalistas tão em voga no seu tempo, que concederam ao Cartório da
Casa uma estrutura temático‑funcional, no sentido de agilizar a recuperação da
informação.
O princípio da ordem para o bom uso foi mantido na gerações subsequentes, de tal
forma que o trabalho desenvolvido por D. Luís António se manteve inalterável até
aos nossos dias.
Depois, num segundo momento, os documentos do Cartório foram assumindo
progressivamente a sua função de “Memória” da Família e da Casa, dos contextos
Regional e Nacional.
Atendendo a esta especificidade, nos finais da década de cinquenta do século XX,
D. Francisco de Albuquerque, imbuído do espírito reformista que aplicou a toda a
Casa, convidou o investigador e bibliotecário-arquivista Luís de Bívar Guerra
para proceder à reclassificação da documentação arquivística.
Mais recentemente, em 2001, graças ao apoio de fundos do FEDER, geridos pelo
Programa Operacional da Cultura sob a tutela do Ministério da Cultura, bem como
da Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação da Casa de Mateus deu início ao
tratamento em larga escala do Arquivo, privilegiando a sua classificação,
digitalização e restauro, sob a coordenação científica de Armando Malheiro da
Silva
A análise indutiva da informação produzida desde os finais do século XVI,
permitiu a estruturação de um Sistema de Informação, baseado em critérios
orgânico-funcionais, que se constrói a partir da linha evolutiva da Família,
fixando a natural sucessão de administradores da Casa de Mateus, e na qual se
integram e diluem vários subsistemas de informação de natureza familiar –
procedentes das alianças matrimoniais, doações, entre outros – e de natureza
institucional – decorrentes do desempenho de actividades profissionais de vários
membros da Família.
O SICM (Sistema de Informação da Casa de Mateus) emerge como a representação de
um quadro policromático composto por informação produzida nos mais diversos
quadrantes, sendo no entanto inegável a predominância da documentação decorrente
da administração de propriedades localizadas, principalmente, na região de Vila
Real.
Este trabalho deu origem à publicação do “Catálogo do Arquivo da Casa de
Mateus”, em 2005, e do CD-Rom, em 2006.
Actualmente, a Fundação da Casa de Mateus têm em curso a organização definitiva
do Sistema de Informação e a construção do Arquivo Digital.
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