Fundação da Casa de Mateus, um centro de cultura no Norte do país.

Com o ciclo “A Cultura em Diálogo”, iniciado em 3 de Dezembro de 1977, a Fundação procurou instituir, numa Região ao tempo particularmente carente, o diálogo sobre, à volta e por dentro da cultura. Desde então até aos dias de hoje, inúmeros Seminários e Encontros têm sido promovidos, muitos organizados pela Fundação, outros em parceria com outras entidades.

Em Mateus, têm-se debatido os mais diversos aspectos da sociedade portuguesa, assim como as mais prementes necessidades locais e nacionais.

Em 1980 foram instituídos o “Prémio Morgado de Mateus”, atribuído nesse mesmo ano e em 2013, e o “Prémio D. Dinis”, que distinguiu alguns dos mais importantes escritores portugueses, atribuído ininterruptamente  até 2012, e retomado em 2017.

A Fundação da Casa de Mateus foi membro fundador da Rede Europeia de Centros de Tradução Colectiva de Poesia Viva(1990) que se manteve activa durante quase duas décadas. Da mesma forma, realizaram-se ainda algumas incursões no Teatro e no Cinema e organizaram-se também, exposições com artistas portugueses ou estrangeiros, de pintura, escultura e gravura.

No campo científico, foi fundado em 1986, com todas as Universidades Públicas e Academias Científicas portuguesas, o Instituto Internacional Casa de Mateus que organiza e acolhe todos os anos, em Mateus, seminários internacionais, juntando investigadores dos mais diversos países para debater assuntos de interesse geral.

Deste modo, a Fundação, na vertente cultural, tem cumprido em pleno os fins a que se aventurou em 1977. Mais do que isso, para esta Casa e para aqueles que para ela vivem e que a esta Região se têm dedicado, é um inexcedível contributo cultural e humano o de todos aqueles que por aqui têm passado e connosco têm vivido os assuntos debatidos, a música ouvida e sentida, a poesia aqui dita, a pintura, a escultura e a gravura aqui observadas.

A amizade criada e a constante disponibilidade, demonstradas por várias pessoas, têm sido de imenso valor e sem as quais tudo seria manifestamente mais pobre.

Assim, queremos, com os que já fazem parte esta grande família de Mateus e com outros que virão juntar-se a nós, continuar a encontrar a melhor maneira de cumprir os deveres de que D. Francisco de Albuquerque nos incumbiu ao criar esta Fundação.