A Música no Tempo de D. Luís António, 4º Morgado de Mateus

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O primeiro programa propõe uma digressão musical contemporánea à vida de D. Luis António, a começar com a música produzida em Portugal durante sua juventude, assim como os modelos estilísticos italianos que moldaram a mudança do gosto na corte nos reinados de D. João V e D. José I.  Enquanto na música sacra católica o estilo que prevaleceu foi o romano, na ópera foram os napolitanos a ditarem as regras por toda a Europa. Na Capela Real de Lisboa o conimbricense Carlos Seixas (1704 – 1742) trabalhou com Domenico Scarlatti (1685 – 1757) e, entre suas várias obras para teclado, compôs uma Abertura em Si bemol maior que pode ter sido originalmente destinada à introdução de uma ópera ou serenata de corte. Scarllati passa a viver em Madrid a partir de 1733 para ser professor da princesa Maria Bárbara e tem intenso contacto com os irmãos Broschi: Riccardo o compositor e Carlo, o famoso castrato conhecido por Farinelli. A ópera napolitana prezava pela exibição das capacidades extremas dos cantores, como pode ser visto na ária “Son qual nave agitata” da ópera Idaspe, composta para o castrato Farinelli, composta por Riccardo Broschi para ser representada em Veneza em 1730. A música instrumental, por seu lado, teve especial desenvolvimento também em Veneza, onde actuava António Vivaldi e cuja obra foi amplamente divulgada por toda a Europa, servindo de inspiração para vários compositores como a exemplo de Johann Sebastian Bach (1685 – 1750).

Americantiga ​Ensemble

Sandra Medeiros – soprano
Tera Shimizu – violino I
Álvaro Pinto – violino II
Pedro Braga Falcão – viola
Luís André Ferreira – violoncelo
Marta Vicente – contrabaixo
Luís Marques – oboé
Ricardo Bernardes – cravo e direção

 

Reinado de D. João V – o modelo italiano

Carlos Seixas (1704 – 1742) – Abertura em Si bemol maior

Riccardo Broschi (c. 1698 – 1756) – Ária “Son qual nave” da ópera Idaspe (Veneza, 1730)

Antonio Vivaldi (1678 – 1741) – Concerto para oboé, cordas e contínuo em ré menor RV 454

 

A ópera na Corte de Lisboa e a Ópera de São Paulo

João de Sousa Carvalho (1745 – 1798)

Ária “Per me freme irato il vento” da ópera L’amore industrioso (1769)

Pedro António Avondano (1714 – 1782)

– Sinfonia em ré maior – Allegro, Largo, Allegro

Christoph Willibal Gluck (1714 – 1787) 

Ópera Orfeo ed Euridice (1762) – Ária “Che fiero momento”

Pedro António Avondano (1714 – 1782)

– Sinfonia em fá maior – Allegro, Largo, Allegro

Niccòllo Piccinni (1728 – 1800) Ária “Una povvera ragazza” da ópera La Cecchina ossia La buona figliuola (1760)

 

Óperas e O Teatro de São Carlos

António Leal Moreira (1758 – 1819)

Abertura de A saloia namorada (1793)

Ária Albina Saloia “Não há neste mundo”

 

O Programa Caminhos de Mateus tem o apoio de:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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