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ADMINISTRADORES DA CASA
Matias
Álvares Mourão, Morgado da Prata (n. 1669/05/281 - f. dp. 1730)2
D. Maria Coelho de Barros e Faria (n. 16703 - f. dp. 1730)4
Cumprindo a vontade de D. Maria Coelho, a Velha, Matias Álvares
Mourão, Morgado da Prata, filho de Domingos Botelho
Álvares Ribeiro e de sua mulher D. Joana Mourão,
casou com D. Maria Coelho de Barros e Faria, filha do Dr.
Cristóvão Álvares Coelho e D. Brites
de Barros e Faria, Morgados de Arroios. Embora não
seja conhecida a data deste casamento sabemos que eram ambos
de tenra idade, porque ele não passava de catorze e
a senhora de treze5. Em 1688 recebeu mercê
de D. Pedro II de 12 mil reis de tença por estar casado
com uma filha do Dr. Cristóvão Álvares
Coelho de Arroios6.
Matias Álvares Mourão, Morgado da Prata tomou
posse das terras pertencentes à Casa da Cumieira, que
herdou por morte de D. Maria Coelho, a Velha, em 23 de Setembro
de 16967.
Matias Álvares Mourão, Morgado da Prata e D.
Maria Coelho de Barros e Faria foram 2os Morgados de Mateus,
administradores dos vínculos da Capela de Nossa Senhora
dos Prazeres de Mateus e da Capela Nossa Senhora da Esperança
da Cumieira. Administraram outros bens e prazos, nomeadamente,
em Sabrosa, Vila Pouca, Lago Bom e Bornes.
Em 1708, o Capitão Diogo Pereira de Aguiar fez testamento
nomeando sua mulher, D. Catarina de Figueiredo, herdeira universal
e por morte desta, nomeou seu sobrinho para lhe suceder nos
bens e prazos8. D. Catarina de Figueiredo
fez doação dos seus bens e de seu marido a Matias
Álvares Mourão, Morgado da Prata9, procedendo mais tarde do
mesmo modo com o filho deste, António José Botelho
Mourão10.
Matias Alvares Mourão, Morgado da Prata foi ainda
herdeiro de seu primo João Coelho de Figueiredo11, que por testamento de 5
de Novembro de 1719, em Mateus, o nomeou por herdeiro e testamenteiro.
Entre os bens que lhe deixou em Mateus contava-se a quinta
de Urros, que o Morgado da Prata, num acto de loucura terá
vendido ao Abade por 1: 000$000 rs12.
De acordo com a notícia histórica deixada por
D. José Maria de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos,
a Casa perdeu muito durante a administração
deste casal (...) eles empenharam-se sem proveito. A bondade
de um e parco assento de sua mulher foram a causa da desordem
(...)13.
Deste modo, em 1720, como possuidor da Quinta de Mateus e
mais pertenças desta, Matias Alvares Mourão
deu a seu filho António José Botelho Mourão,
que viria a ser seu sucessor, a Quinta da Cumieira e pertenças,
a Quinta de Lago Bom e foros de Vila Pouca de Aguiar, com
a condição de casar com a Senhora Dona [Joana]
Maria de Queirós e Mascarenhas e Sousa14.
Fez testamento a 20 de Julho de 1728 na Cumieira, deixando
por herdeiro e sucessor no Morgadio o seu filho, encarregando-o
de observar tudo o que estipulara a instituidora D. Maria
Coelho15. Foi sepultado na Capela
de Nossa Senhora dos Prazeres em Mateus16.
Matias Álvares Mourão, Morgado da Prata, deixou
ainda uma filha, D. Ana Maria dos Prazeres, Religiosa no Convento
de Santa Clara, tal como consta da escritura de obrigação
de bens em 172317.
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