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ADMINISTRADORES DA CASA

Brasão dos Coelho de Figueiredo, séc. XVII, colocado na fachada norte da Casa de Mateus.Licenciado António Álvares Coelho (f. dp. 1647/07/28) 1
D. Helena Álvares Mourão (f. c. 1665) 2

Embora não possamos apontar com exactidão a data de casamento do Licenciado António Álvares Coelho com D. Helena Álvares Mourão, filha de Diogo Álvares Mourão e Maria Martins de Azevedo, instituidores do Morgadio da Cumieira, sabemos que no ano de 1603 já estavam casados3. O Licenciado António Álvares Coelho, filho de Cristóvão Álvares e de D. Maria Gonçalves, instituiu com sua mulher, em 5 de Dezembro de 1641, o vínculo da Capela de Nossa Senhora dos Prazeres, em São Martinho de Mateus. Os bens vinculados à capela incluíam a primitiva Casa de Mateus, constituída pelas (…) casas em que vivem com seus palheiros, estrebarias e cortes, com as traseiras que he hum quintal que tem vinha, horta e pomar (…)4.

Este casal fez testamento de mão comum, em 31 de Dezembro de 1643, deixando as duas filhas por herdeiras, D. Maria Coelho e D. Isabel Coelho. Deixaram os seus terços à filha mais velha, D. Maria Coelho, vinculados à sua capela de N.ª Sr.ª dos Prazeres, com obrigação de que seus sucessores lhe repairem os seus bens para que vão em crescimento e que tudo o que acrescentarem seja consolidado e junto a este vinculo. E que todos os sucessores sejam leais à coroa, católicos e livres de raça e seculares e os deserda fazendo o contrário. E que se apelidem Álvares para que fique perpétua memória da Casa onde vivem5.

Mais tarde, em 21 de Outubro de 1665, D. Helena Álvares Mourão, confirmando a vontade de seu marido, fez testamento instituindo por herdeira sua filha D. Maria Coelho. Nomeia esta sua filha em seus prazos e capelas, afirmando que fizera vínculo com seu marido. Entre outras cláusulas, constava a de que o administrador se chamasse Álvares; seria sempre (…) pessoa discreta e bem governada (…)6 que a sua terça e a de seu marido teriam de andar sempre vinculadas em morgado; e que as deixava a sua filha D. Maria Coelho e a seu sobrinho o Dr. Matias Álvares Mourão de Aguiar, para que o último que ficasse pudesse nomear em quem melhor lhe parecesse da família dos Álvares com a condição de que se chamasse Mourão ainda que deles não fosse. As ditas cláusulas seriam revogadas enquanto pudessem ocasionar demandas7.

 

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