Mapa do Site | Sugestões | Contactos
Apresentação Missão História Visita Loja Actividades Localização

Página Inicial > Actividades > Festival Casa de Mateus >

JOÃO BOSCO

João Bosco
"Velhas Igrejas, ruas estreitas, casas coloniais, montanhas - as remanescências vivas de escravos africanos entranhadas nas veias barrocas de todos os artistas de Minas Gerais, berço de muitos dos mais criativos e revolucionários génios da música brasileira". João Bosco nasceu e cresceu nesta paisagem barroca. Passou a sua meninice na cidade de Ponte Nova, rodeado por montanhas mineiras, música de acordeão, a banda local, cantores de rádio e coros de Igreja. A música foi sempre presente na sua família- piano, guitarra e canto eram parte da sua rotina diária. Influenciado pelo bandolim da sua Avó, o violino da Mãe e o gosto musical do Pai, Bosco aprendeu muito cedo o gosto por Villa-Lobos e Ernesto Nazaré. Enquanto criança. João Bosco teve contacto diário com os ritmos e sons africanos que os descendentes dos escravos, trazidos há séculos para Minas para o trabalho nas roças de café e, mais tarde, nas refinarias de açucar, introduziram na região. Foi outra das grandes influências no seu estilo pessoal. Em 1958, com doze anos, seduzido pelo rock'n roll criou uma banda, que tocava e cantava músicas de Little Richards e Elvis Presley, a 'X-GAREY" (assim chamada pela pronuncia portuguesa da cantiga "She's Got li" de Little Richards]. Foi uma bricadeira de criança. Determinantes para o seu desenvolvimento musical foram também os sons das Caraíbas, boleros e ritmos de rumba, de que gostava imensamente na sua juventude. Ao mudar-se para Ouro Preto para estudar engenharia Civil, em 1962, João Bosco foi atraído pelo Jazz, particularmente por Charlie Parker, Thelonius Monk, Gershwin, Ray Charles, Duke Ellington e Miles Davis, assim como pela música de Dorival Caymmi, João Gilberto e Tom Jobim que o introduziu na Bossa Nova. Depois de conhecer o poeta Vinícius de Moraes, o seu primeiro associado ilustre, João Bosco formou um grupo de Bossa Nova 'Quarteto de Ouro Preto". Em 1967, ao visitar o Rio de Janeiro, viu o mar pela primeira vez. Voltando a Ouro Preto para terminar os seus estudos chegou à conclusão de que já não era a mesma pessoa. Em 1970 encontrou Aldir Blanc, um lirico nascido no Rio, que se tornou seu associado em mais de uma centena de canções. Impôs-se não só como cantor, mas também como compositor. Em 1973, formado em Engenharia, fixou-se no Rio de Janeiro para se dedicar exclusivamente à música. Nessa altura gravou o seu primeiro disco (Disco de Bolso - Pasquim - 1972) que lhe mereceu o elogio de Tom Jobim "A sua música ultrapassou tudo...". João Bosco apareceu no cenário da música popular do Brasil em tempos difíceis do País. No entanto, Aldir Blanc e Bosco encontraram a maneira de viver o pesadelo político dos anos setenta sem medo, usando o olhar destemido e a voz como desafio ao sistema. As suas canções foram gravadas por alguns dos mais importantes cantores brasileiros. Elis Regina, certamente a mais sensível intérprete da música de João Bosco, fez de dúzias das suas canções inesquecíveis sucessos - "O Bêbado e a Equilibrista" foi o tema da Canção da Amnistia Internacional. Nos anos oitenta João Bosco, que não se acomodou à estabilidade do já conhecido, dedicou-se incansávelmente à pesquisa de ritmos e sons diferentes, sempre procurando a novidade, o revolucionário. Em 1986 gravou o seu primeiro álbum para a Sony Music (nessa altura CBS) Ai Ai Ai de Mim. Uma gravação sofisticada, que já apontava ao sucesso internacional do artista. O produtor e músico americano Ronnie Foster foi ao Brasil com o engenheiro de som Keith Seppanen, especialmente para esta gravação. Continuou a pesquisa nos anos noventa, reinventando a música popular brasileira, transformando a realidade em poesia com tons de imaginação e novas formas rítmicas, no seu estilo único. João Bosco foi o primeiro artista brasileiro a ser convidado para gravar para a "MTV Unplugged" em 1992. João Bosco gravou os mais conceituados compositores brasileiros, Waly Salomão, António Cicero. Mário Reis, Francisco Alves, Gilberto Gil, Raul Seixas, Martinho da Vila, Ary Barroso, entre outros. Neste momento João Bosco lança o seu novo projecto As Mil e Uma Aldeias, explicitamente alusivo à obra prima da literatura árabe "As Mil e Uma Noites". O título do álbum de João Bosco é dedicado ao diálogo com as sonoridadese árabes, uma mistura de flamenco, bossa-nova, fado, bolero, samba, valsas e melodias do Médio Oriente. É como que uma viagem sensorial sem deslocação, mas concreta como a própria música.


Festival Casa de Mateus

Seminários de Tradução de Poesia

Prémio D. Dinis

Museu

Residência de Artistas

© 2005 Fundação da Casa de Mateus
Todos os direitos reservados
   
    Desenvolvido por www.carbono14.com