Mapa do Site | Sugestões | Contactos
Apresentação Missão História Visita Loja Actividades Localização

Página Inicial >

ACTIVIDADES

A Fundação da Casa de Mateus foi instituída em 1970 por D. Francisco de Sousa Botelho Albuquerque. Os seus estatutos definem como objectivos a conservação, restauro e melhoramento da Casa de Mateus, o estudo, catalogação e divulgação do seu arquivo e ainda a promoção das actividades culturais, científicas e pedagógicas que venham a ser definidas pela sua Direcção.
Desde 1973 o Director-delegado da Fundação é D. Fernando de Sousa Botelho Albuquerque, filho de D. Francisco, que inicia no dia 3 de Dezembro de 1977, com o ciclo "A Cultura em Diálogo", as actividades da Fundação.

O programa do ciclo "A Cultura em Diálogo", que perdura até hoje, abrange as mais diversas formas de cultura desenvolvendo actividades regulares na área da música, das artes plásticas ou da literatura, e ainda seminários de reflexão política, científica e cultural.
Paralelamente foi-se procedendo a uma obra sistemática de recuperação de toda a Casa e dos seus anexos. Foram-se criando novas infra-estruturas de apoio às actividades promovidas e, em 1998, foi inaugurada a Residência de Artistas - obra que resultou da remodelação e ampliação do antigo Lagar de Azeite e da Destilaria.

Em Setembro 2001 começou o projecto de Tratamento e Digitalização do Arquivo e, em Março 2002 o da Biblioteca. Em Abril de 2003 iniciou-se o Restauro das Colecções Museológicas e Beneficiação do Espaços Expositivos da Fundação. Estes projectos foram possíveis graças ao co-financiamento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional gerido pelo Programa Operacional da Cultura.
No âmbito destes projectos, foram recuperados e tratados mais de 800.000 documentos (imagens digitalizadas), foram informatizadas 6087 fichas bibliográficas, e foram inventariadas cerca 1400 peças das colecções museológicas da Fundação. Criaram-se bases de dados digitais para os documentos, para os livros e para as colecções. Procedeu-se ao restauro de documentos em pergaminho e papel, de livros e dos móveis e objectos de arte. Criaram-se espaços para o tratamento do Arquivo, para o Inventário e para as Reservas e melhorou-se o acolhimento dos visitantes com a criação de uma recepção, a ampliação do bar, a abertura de novos espaços expositivos e a instalação de aquecimento central.
Em 2002, na Quetzal, é editado o livro Memórias da Condessa de Mangualde cujo manuscrito pertence a esta Fundação. Na mesma editora saiu também no Natal de 2002 o livro de Vasco Graça Moura, com fotografias de Nicolas Sapieha, Figuras em Mateus.
Em 2005 editaram-se os catálogos da Biblioteca e do Arquivo, o Roteiro do Museu e o site da Fundação foi renovado.

Seminários
A actividade da Fundação iniciou-se com Seminários que tiveram um grande impacto nacional, como foi o caso do seminário: "Repensar Portugal I"e "Cultura em Debate" em 1978 , "A Cultura Portuguesa desde o início da Nacionalidade até ao ano Pessoa", "Vitorino Nemésio - 10 após a sua morte" e ainda outros com características internacionais, como o "Iº Encontro Galaico-Português da Casa de Mateus" ou o "Encontro Luso-Italiano de Camonistas".
Em 1986 foi criado o Instituto Internacional Casa de Mateus (IICM), de que foram sócios fundadores todas as Universidades Públicas Portuguesas, todas as Academias Científicas e, naturalmente, esta Fundação.
Em 1995 foi realizado o seminário "Repensar Portugal II - a Educação", e em 1996 "Repensar Portugal III - a Regionalização", em 1997 "O Retorno do Nacionalismo" e em 1998 "Judeus e Cristãos Novos em Portugal"
Com o apoio da Comissão de Coordenação da Região Norte debateu-se em 1997 o futuro do "Turismo no Norte de Portugal". Em 1999 foi promovida uma reunião com Centros Culturais Galegos e do Norte de Portugal vocacionados para a música erudita para tentar encontrar formas de cooperação e, um Seminário subordinado ao tema "Animação Cultural e Desenvolvimento Regional" em que se pretendeu sensibilizar os autarcas para a importância da componente cultural no desenvolvimento.
No âmbito do IICM e em colaboração com a Universidade Nova de Lisboa organizou-se um Seminário Internacional subordinado ao tema "O Genoma Humano" em 2001 e, em Outubro de 2002 um Seminário Internacional para abordar o tema da "Globalização e Imigração". Em Junho de 2003, e com a colaboração também da Universidade do Porto organizou-se o Seminário "Um quarto de século entre dois séculos" sobre os poetas Vitorino Nemésio, Jorge de Sena e Ruy Belo, "Petrarca" em 2004 e CNEP em 2005.
A Fundação da Casa de Mateus também acolhe seminários organizados por outras instituições, como o Instituto Abel Salazar: "New Methods for Perinatal Surveillance"; a Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa: "Modelos Aplicados na Experiência Geral"e "O alargamento da CEE ao Sul: mais um passo para o abandono da Política Agrícola Comum"; o Instituto Superior de Economia de Lisboa: "Inovações Tecnológicas e Mercados de Trabalho" e "Teoria e Política do Mercado de Trabalho da CEE; a Faculdade de Medicina de Lisboa: "Investigação em Desenvolvimento Infantil e Familiar"; a Sociedade Portuguesa de Psicanálise: "Édipo na Psicanálise, Antropologia e Cultura" e a reunião de um Comité formado pelos responsáveis e pelos técnicos de cada uma das linhas europeias de investigação do projecto Heart, estudo sobre Tecnologias de Reabilitação, financiado pela Comissão das Comunidades Europeias, entre outros.

Música - Cursos
Os primeiros concertos organizados pela Fundação ocorreram em 1978. Logo no ano a seguir iniciaram-se os Cursos Internacionais de Música da Casa de Mateus.
Trata-se de cursos de aperfeiçoamento dirigidos a alunos do último ano e a professores dos Conservatórios Nacionais, bem como a jovens profissionais. Muitos dos alunos que passaram por Mateus foram estudar com os professores que lá conheceram, para Madrid, Paris, Amesterdão, Nova Iorque, etc., e tornaram-se profissionais competentes das Orquestras Nacionais tendo alguns enveredado por promissoras carreiras de solistas.

Música - Festival
Em 1985 organizou-se o primeiro Festival de Música de Vila Real que durante vários anos foi principalmente orientado para a área da música barroca, seguindo-se alguns anos em que o canto foi a área privilegiada e desde 1993 abrindo-se ao Jazz e outros estilos musicais.
Durante estes anos passaram por Mateus para leccionar ou para dar concertos músicos como Sandor Vegh, Gustav Leonhardt, Anner Bylsma, Ileana Cotrubas, Tereza Berganza, Lella Cuberli, o "Mozarteum de Salzburg", "Les Arts Florissants", Les Saqueboutiers de Toulouse", " II Seminário Musicale", Eduardo Lopez Banzo, Robert Wooley, Ketil Haugsand, Laurence Dreyfus, Raphaële Farman, Aurelian Octav Popa, Max van Egmond, Jacques Ogg, Marius van Altena, London Oboe Band, David Reichenberg, Ana Higueras, Patrice Boulanger, Edward Tarr, Pedro Burmester, Adriano Jordão, Maria João Pires, Marta Almazano, Marie Leonhardt, Lola Rodriguez de Aragon, Isabel Penagos, a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra do Norte e a Orquestra Nova Filarmonia Portuguesa, a Orquestra Sinfónica da Galiza, a Orquestra Jovem da Sinfónica da Galiza, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Orquestra Nacional do Porto, a Orquestra "Bucharest Virtuosi" os "Solistas de Câmara Austríacos", Orquestra Barroca da União Europeia, Helena Moreira de Sá e Costa, Robert Shaw, Glen Wilson, Bob van Asperan, Ton Koopman, Patricia Chitti, Jennifer Smith, José Oliveira Lopes, Dagoberto Linhares, Phillipe Suzanne, Liliana Bizineche, Marin Cazacu, Anda Petrovici, Hidemi Susuki, Nicolae Licaret, Norma Winstone, Bernardo Sasseti, Ana Mafalda Leite de Castro, Sérgio Pelágio, "Metais de Lisboa", "Ensemble Baroque de Mateus", Lorraine Nubar, Dalton Baldwin, Pablo Escande Dame, Moura Limpany, Julia Hamari, Matthias Goerne, Andreas Haefliger, Elena Obraztsova, Charles Toet, Bruce Dickey, Marc Destrubé, Paolo Pandolfo, Orquestra Musica Antiqua, Coro Henry Duparc, Elvira Ferreira, Eric Schneider, Ku Ebbinge, Jakob Lindberg, L'Archibudelli, Boris Martinovic, Orquestra de Balalaicas de Moscovo, Mozarteum de Salzburg, Ensemble Maurice Bourge, Silvia Marcovici, Horia Andreescu, Carlos Paredes, Maria João e Mário Laginha, João Bosco, Cláudio Dauelsberg, Orquestra de Câmara de Macau, Ensemble La Primavera, Vladimir Viardo, Quatuor Parisii, Teunis van der Zwart, Lorenzo Coppola, Roel Dieltens, Peter van Heyghen, Peter Schreier, Stephan Genz, Carlos Zel, Katia Guerreiro, Pedro Abrunhosa, Fillipo Gamba, Henri Sigfridsson, Michel Rudy, Carlos Barreto, Ensemble Musa Ludens, Jörg Demus, Shubhendra Rao, Ensemble Labyrinto, Mary Elizabeth Williams, Huelgas Ensemble, Kiki Kashiwagi, Yutaro Nagao, Maria Ana Bobone e tantos outros que ajudaram a tornar conhecida nos meios musicais internacionais esta Casa que é, hoje em dia, uma referência obrigatória nos circuitos mundiais da música.
Entre 1995 e 1999 com o apoio do subprograma C do Pronorte, e desde o ano 2000 com o apoio do programa Operação Norte, medida 1.4, alargou-se significativamente a acção da Fundação institucionalizando-se o Festival "Música na Região Norte" enquadrado nos Encontros de Música da Casa de Mateus que incluem para além do Festival cursos de Música com 16 ou 17 disciplinas e conferências sobre temas musicais.
O número de concertos aumentou passando para cerca de 40 todos os anos, de grande qualidade artística, devido à generosidade de várias instituições que reconheceram a importância do projecto, o que permitiu a este Festival afirmar-se como um dos maiores portugueses e um dos importantes na Europa.
O Festival "Música na Região Norte" abrange toda a região norte. Em 1999 e 2000 organizaram-se também concertos na Coruña. Em Portugal foram visitados os seguintes concelhos:
- Alfândega da Fé, Alijó, Amarante, Armamar, Boticas, Bragança, Carrazedo de Montenegro, Chaves, Felgueiras, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Lousada, Macedo de Cavaleiros, Maia, Mesão Frio, Mirandela, Mondim de Basto, Montalegre, Murça, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel, Pêso da Régua, Porto, Resende, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Torre de Moncorvo, Valpaços, Vila Flor, Vila Nova de Famalicão, Vila Nova de Gaia, Vila Pouca de Aguiar, Vila Real, Vinhais, e, nestes concelhos, com o apoio determinado e muitas vezes entusiástico das autarquias, tentámos também contribuir para a promoção do património arquitectónico e paisagístico local organizando os concertos em locais emblemáticos da região.

Prémios Literários
A Fundação da Casa de Mateus criou dois Prémios Literários:
- O Prémio Morgado de Mateus, de consagração para escritores de língua portuguesa, que foi atribuído uma única vez em 1980, tendo sido laureados pelo Júri, ex-aequo os poetas Carlos Drummond de Andrade e Miguel Torga e,
- O Prémio D. Diniz criado em 1980, que tem sido atribuído anualmente, desde 1981, a livros publicados no ano anterior tendo sido laureados desde essa altura: Agustina Bessa Luís, Almeida Faria, Pedro Tâmen, Sophia de Mello Breyner Andresen, Maria Velho da Costa, Gabriela Llansol, Mário de Carvalho, Fernando Namora, Camilo José Cela, José Saramago, Nuno Júdice, M. S. Lourenço, Vergílio Ferreira, Fernando Guimarães, David Mourão Ferreira, José Bento, Eugénio de Andrade, Luísa Costa Gomes, Joaquim Manuel Magalhães, Luís Filipe de Castro Mendes, Eduardo Lourenço, Fiama Hasse Pais Brandão, José Cardoso Pires, Lídia Jorge, António Lobo Antunes, Gastão Cruz, Hélia Correia, Marcello Duarte Mathias, António Franco Alexandre, Frederico Lourenço,  Manuel Gusmão e António Manuel Pires Cabral.

Artes Plásticas
Nas artes plásticas procurou-se mostrar em Mateus alguns dos significativos artistas portugueses de pintura e escultura, como João Cutileiro, Nikias Skapinakis, Nuno Siqueira, Justino Alves, Margarida Lagarto, Graça Costa Cabral, Frederico George, Emília Nadal, Stuart Carvalhais, Vasco Futcher Pereira, Martha Teles, Manuel Costa Cabral, Jorge Martins, Júlio Resende, Luís Pinto Coelho, Júlio Pomar, Graça Morais uma colectiva de serigrafia, uma colectiva de escultores, tendo-se ainda organizado exposições de gravura, desenho, fotografia e tapeçaria dos mais diversos artistas e das mais diversas nacionalidades.

Poetas em Mateus
Em 1990 a Fundação da Casa de Mateus foi membro-fundador da Rede Europeia de Centros de Tradução de Poesia Viva cujo objectivo é promover a tradução de poetas vivos, na sua presença, por um conjunto de outros poetas quando necessário com a ajuda de intérpretes. Da tradução resulta a criação de um novo poema feito colectivamente. No final realiza-se uma sessão pública de leitura dos poemas, na língua original e na tradução.
Graças a estes Seminários de Tradução de Poesia, entre 1990 e 2005, foram traduzidos em Mateus mais de 60 poetas de 33 nacionalidades diferentes, estando já publicados 40 livros que foram resultado desse trabalho.

Redes
Para além de membro-fundador da Rede Europeia de Centros de Tradução de Poesia Viva a Fundação é também membro-fundador da Rede Europeia de Centros Culturais localizados em Monumentos Históricos. Pertence desde 1997 à Rede Mundial de Residências de Artistas (RES ARTIS).

 

Festival "Música na Região Norte"

Poetas em Mateus

Prémio D. Dinis

Museu

Residência de Artistas

© 2005 Fundação da Casa de Mateus
Todos os direitos reservados
   
    Desenvolvido por www.carbono14.com